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    <title>O-Auto-Falante</title>
    <link>http://www.diale.org/w3log/08.jan.html</link>
    <description>W3log de Tiago Charters de Azevedo (Comentários para: tca@diale.org)</description>
    <language>en-us</language>
    <generator>Emacs Muse</generator>

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<title>Perceber</title>
<link>http://www.diale.org/w3log/08.jan.html#Perceber</link>
<description><![CDATA[
<p>Perceber a natureza e o que nos rodeia através de algoritmos. É uma maneira de
organizar a informação.</p>

]]></description>
<author>Tiago Charters de Azevedo</author>
<pubDate>Wed, 30 Jan 2008 00:00:00 WET</pubDate>
<guid>http://www.diale.org/w3log/08.jan.html#Perceber</guid>

</item>

<item>
<title>Aprende-se a calcular calculando </title>
<link>http://www.diale.org/w3log/08.jan.html#Aprende%2Dse%20a%20calcular%20calculando%20</link>
<description><![CDATA[
<p>O que é que se quer dizer com: &quot;eu sei calcular primitivas&quot;. Quero dizer que
sei calcular a primitiva de <em>1/x</em>, que é <em>log(x)</em>. Mas também quer dizer que sei
calcular outras primitivas, como saber isso quando digo que sei calcular
primitivas?</p>

<p>Quando é que se passa do &quot;eu sei calcular a primitiva de <em>1/x</em> para &quot;eu sei
calcular primitivas&quot;? Muitas vezes usa-se a segunda querendo, no entanto,
significar a primeira. Outras vezes ao contrário.</p>

<p>Já agora, o que significa saber calcular uma primitiva. Como se passa do cálculo
para o saber calcular? São uma e a mesma coisa?</p>

<p>Vamos ver. Dizer &quot;eu sei resolver a equação <em>x^2-1=0</em>, como sei isto. Bom, é
fácil, passo o <em>2</em> para o outro lado, troco o sinal, faço a raiz quadrada e já
está!</p>

<p>Aprendeste agora, mesmo, a calcular isso ou calculaste usando a experiência de
cálculo que já tinhas?</p>

<p>Como sabes que aprendeste a fazer um certo cálculo? Quando o consegues repetir?
O mesmo? Quer dizer que aprendes um cálculo decorando, memorizando, de modo a
poder ser repetido. Mas o mesmo? Ou outro ligeiramente diferente?</p>

<p>Resolver uma equação que difere da anterior (<em>x^2-2=0</em>) numa pequena parte é
mostrar que se sabe calcular? Mas não é a equação <em>x^2-3=0</em> a mesma equação que me
mostraste anteriormente?</p>

<p>Digo-te que resolver uma equação, saber calcular, é, repito, resolver uma
equação, qualquer uma, que me ponham à frente. Mas não há equações que não sabes
resolver?
Fazer um calculo não é só resolver equações. Então o que é fazer um cálculo,
saber calcular? Volta-se sempre à história de W. sobre &quot;aqui está uma mão, aqui
está a outra&quot;. Mostra-se que se sabe calcular, calculando.</p>

<p><em>(x+1)^2=x^2+2x+1</em></p>

<p>Isso mostra que sabes calcular! Isto é um cálculo, e mostra também, que devo
saber calcular alguma coisa, porque a igualdade é verdadeira. Mostra de alguma
maneira que sei calcular, pelo menos coisas onde apareça o binómio de
Newton. Explica então como o conseguiste, ensina-me a simplificar a expressão
<em>(x+1)^2</em>.</p>

<p><em>(x^2+1)^2=(x+1)(x+1)=(x^2+x+1+x)=x^2+2x+1</em></p>

<p>E já está. Percebi agora, ensinar a calcular é mostrar como se calcula. E como
saber se o aprendi. Com uma expressão ligeiramente diferente? do tipo <em>(x+3)^2</em>?
Mas isso não é a mesma expressão?
Quando, e como, é que se pode dizer que, agora, eu sei calcular?</p>

<p>Fazer <em>y=x+1</em> e o problema fica</p>

<p><em>(y+1)^2=y^2+2y+1=(x+1)^2+2(x+1)+1=x^2+3x+4</em></p>

<p>Percebo agora, saber calcular, é usar a regra de substituição, através do
cálculo anterior. Mas como saber que isso corresponde a &quot;saber&quot; calcular.
O saber calcular é o mesmo que usar as regras de substituição. Mas o que são
regras de substituição?</p>

<p>(cont.)</p>

]]></description>
<author>Tiago Charters de Azevedo</author>
<pubDate>Mon, 28 Jan 2008 00:00:00 WET</pubDate>
<guid>http://www.diale.org/w3log/08.jan.html#Aprende%2Dse%20a%20calcular%20calculando%20</guid>

</item>

<item>
<title>Misturas</title>
<link>http://www.diale.org/w3log/08.jan.html#Misturas</link>
<description><![CDATA[
<pre class="src">
(defun join-string(xs &amp;optional sep)
(cond ((null xs) <span style="color: #bc8f8f;">""</span>)
((null (cdr xs)) (car xs))
(t (concat (car xs) (or sep <span style="color: #bc8f8f;">" "</span>) (join-string (cdr xs) sep)))))

(defun mistura (frase)
  <span style="color: #bc8f8f;">"Faz o cut-up de uma dada frase, isto &#233;, retorna uma
   frase com os mesmo elementos mas com ordem aleat&#243;ria"</span>
  (setq frasecu ())
  (setq listafrase (split-string frase))
  (random t)
  (while listafrase
    (setq palavra
          (nth (random (length listafrase)) listafrase))
    (setq frasecu (cons palavra  frasecu))
    (setq listafrase (delq palavra listafrase)))
  (insert (join-string frasecu))
)
</pre>

]]></description>
<author>Tiago Charters de Azevedo</author>
<pubDate>Sat, 26 Jan 2008 00:00:00 WET</pubDate>
<guid>http://www.diale.org/w3log/08.jan.html#Misturas</guid>

</item>

<item>
<title>Parabéns</title>
<link>http://www.diale.org/w3log/08.jan.html#Parabéns</link>
<description><![CDATA[
<a href="http://www-cs-faculty.stanford.edu/~knuth/">Donald Knuth</a> fez 70 anos no dia
10/Jan. Autor da monumental
&quot;<a href="http://www-cs-faculty.stanford.edu/~knuth/taocp.html">The Art of Computer Programming</a> (TAOCP).
A sua

<blockquote>
<p class="quoted">
&quot;favorite way to describe computer science is to say that it is the study of
<em>algorithms</em>. An algorithm is a precisely defined sequence of rules telling how to
produce specified output information from given input information in a finite
number of steps. A particular representation of an algorithm is called a
<em>program</em>... Perhaps the most significant discovery generated by the advent of
computers will turn out to be that algorithms, as objects of study, are
extraordinary rich in interesting properties and, furthermore, that an
algorithmic point of view is a useful way to organize knowledge  in general.&quot;</p>

</blockquote>

<p>D. Knuth</p>

<p>Ref: <a href="http://recursed.blogspot.com/2008/01/happy-birthday-donald-knuth.html">Recursivity</a>, Jeffrey Shallit</p>

]]></description>
<author>Tiago Charters de Azevedo</author>
<pubDate>Wed, 23 Jan 2008 00:00:00 WET</pubDate>
<guid>http://www.diale.org/w3log/08.jan.html#Parabéns</guid>

</item>

<item>
<title>This calculus is purely mechanical</title>
<link>http://www.diale.org/w3log/08.jan.html#This%20calculus%20is%20purely%20mechanical</link>
<description><![CDATA[
<blockquote>
<p class="quoted">
&quot;This calculus is purely mechanical; a machine could carry it out&quot; What sort of
machine? One constructed of the usual materials &mdash; or a super-machine? Are you
not confusing the hardness of a rule with the hardness of the material?&quot;</p>

</blockquote>
L. Wittgenstein

]]></description>
<author>Tiago Charters de Azevedo</author>
<pubDate>Tue, 22 Jan 2008 00:00:00 WET</pubDate>
<guid>http://www.diale.org/w3log/08.jan.html#This%20calculus%20is%20purely%20mechanical</guid>

</item>

<item>
<title>Par ordenado</title>
<link>http://www.diale.org/w3log/08.jan.html#Par%20ordenado</link>
<description><![CDATA[
<p>A ideia de par ordenado é simples, tão simples.</p>

<p>Um par ordenado de dois objectos <em>a</em> e <em>b</em> é o par constituído por esses objectos
pela ordem indicada, é designado por <em>(a,b)</em>.
Não pode ser designado por <em>{a,b}</em> (conjunto formado por <em>a</em> e <em>b</em>), pois <em>{a,b}={b,a}</em>
e portanto a notação <em>{a,b}</em> não codifica a ideia de que a ordem pela qual se
apresentam os objectos é importante. A maneira mais simples até hoje conhecida
de codificar esta ideia é devida ao matemático polaco
<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Kazimierz_Kuratowski">Kuratowski</a> (1921).</p>

<p>O par ordenado de dois objectos <em>a</em> e <em>b</em>, designado por <em>(a,b)</em>, é o conjunto <em>{{a},{a,b}}</em>.</p>

]]></description>
<author>Tiago Charters de Azevedo</author>
<pubDate>Sun, 20 Jan 2008 00:00:00 WET</pubDate>
<guid>http://www.diale.org/w3log/08.jan.html#Par%20ordenado</guid>

</item>

<item>
<title>Voltei, após dez anos de intervalo,</title>
<link>http://www.diale.org/w3log/08.jan.html#Voltei%2C%20após%20dez%20anos%20de%20intervalo%2C</link>
<description><![CDATA[
<p>às minhas confusões (confissões) habituais, nada de novo, tudo na mesma:
<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ludwig_Wittgenstein">Wittgenstein</a>,
<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Arnold_Schoenberg">Schoenberg</a> e
<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/William_S._Burroughs">Burroughs</a>. Insano
estacionamento.</p>

<blockquote>
<p class="quoted">
&quot;What can be shown cannot be said.&quot; (Wittgenstein)</p>

</blockquote>

<blockquote>
<p class="quoted">
&quot;All writing is in fact cut-ups. A collage of words read heard overheard. What
else? Use of scissors renders the process explicit and subject to extension and
variation.&quot; (Burroughs)</p>

</blockquote>

]]></description>
<author>Tiago Charters de Azevedo</author>
<pubDate>Sun, 20 Jan 2008 00:00:00 WET</pubDate>
<guid>http://www.diale.org/w3log/08.jan.html#Voltei%2C%20após%20dez%20anos%20de%20intervalo%2C</guid>

</item>

<item>
<title>Fundamental</title>
<link>http://www.diale.org/w3log/08.jan.html#Fundamental</link>
<description><![CDATA[
<a href="http://www-formal.stanford.edu/jmc/recursive/recursive.html">Em 1960 John McCarthy publicou um artigo espantoso</a>. Construiu uma linguagem de
programação que está para a ciência de computação como o elementos de Euclides
estão para a matemática. Mostra como construir, dado uma mão cheia de operadores simples e
funções, uma linguagem de programação. Denominou-a de LISP &mdash; LISt Processing.

<p>Para além de ser um marco fundamental na história de computação, aquilo que
<a href="http://www-formal.stanford.edu/jmc/index.html">McCarthy</a> descobriu, é o estado assimptótico para o qual converge, convergirá,  <strong>toda</strong> a programação.</p>

]]></description>
<author>Tiago Charters de Azevedo</author>
<pubDate>Fri, 18 Jan 2008 00:00:00 WET</pubDate>
<guid>http://www.diale.org/w3log/08.jan.html#Fundamental</guid>

</item>

<item>
<title>Sobre estilo</title>
<link>http://www.diale.org/w3log/08.jan.html#Sobre%20estilo</link>
<description><![CDATA[

<p class="first">A alterar todo o estilo de diale.org, ainda não encontrei nenhuma forma de fazer
páginas, e de as manter, que me satisfaça. Fiz uma pequena lista de páginas cuja
forma me agrada, algumas são um bocado antiquadas, retro...</p>

<ul>

<li><a href="http://www.stallman.org">Richard Stallman</a>: gosto da informação toda disponível numa só página, sem
menus que tapam o texto, que é, afinal, para isso que lá vamos. Tem uma fácil
manutenção.</li>
<li><a href="http://paulgraham.com">Paul Graham</a>: o menu vertical do lado direito,  pequeno, é uma boa ideia, a copiar.</li>
<li><a href="http://www-cs-faculty.stanford.edu/~knuth/">Donald E. Knuth</a>: páginas sem menu (fantástico) apenas uma lista de página no
index.html (na página de entrada) e depois um link para a página inicial no
fim de cada página.</li>
</ul>

]]></description>
<author>Tiago Charters de Azevedo</author>
<pubDate>Thu, 17 Jan 2008 00:00:00 WET</pubDate>
<guid>http://www.diale.org/w3log/08.jan.html#Sobre%20estilo</guid>

</item>

<item>
<title>A ler: Cosmic Variance</title>
<link>http://www.diale.org/w3log/08.jan.html#A%20ler%3A%20Cosmic%20Variance</link>
<description><![CDATA[

  <p><a href="http://cosmicvariance.com">Cosmic Variance</a>: a entrada <a href="http://cosmicvariance.com/2008/01/14/boltzmanns-universe/">sobre o universo de Boltzman</a> está   muito  bem
escrita.   A   referência  ao   artigo   original  é   esta: Andreas Albrecht,
Lorenzo Sorbo, <em><a href="http://arxiv.org/abs/hep-th/0405270">Can the  universe  afford  inflation?</a></em>: [hep-th/0405270]</p>

]]></description>
<author>Tiago Charters de Azevedo</author>
<pubDate>Wed, 16 Jan 2008 00:00:00 WET</pubDate>
<guid>http://www.diale.org/w3log/08.jan.html#A%20ler%3A%20Cosmic%20Variance</guid>

</item>

<item>
<title>Pachecal</title>
<link>http://www.diale.org/w3log/08.jan.html#Pachecal</link>
<description><![CDATA[

<p class="first">Gosto mais  de escritores  mortos, sossegados,  que não alteram  nada do  que já
disseram: pelo menos do que já está impresso, pode sempre aparecer mais qualquer
coisa póstuma, ou algo mudar em cada nova leitura.</p>

<p>Isto a propósito de Luiz Pacheco. Comprei o &quot;Diário Remendado 1971-1975&quot; editado
pela Dom  Quixote. Quanto do  que lá está  escrito pode ser encontrado  no <em>modos
operandi</em> da pt-blogoesfera?</p>

<p>Cito parte da entrada de 23/2/73 pg. 85:</p>

<blockquote>
<p class="quoted">
&quot;A verdade  é que um dos  sem-gosto para escrever  aqui é a presença  dele. Ele
soube, pela  Teresa, da  existência desta  espécie de Diário.  Isso creio  que o
assusta (já me tem avisado: &quot;mas isso não vás pôr no teu Diário!&quot;), outras vezes
parece-me que me conta, justamente, histórias (e ele tem um reportório vasto que
se farta, mas  também se repete &mdash; e  eu deixo: mas ele não falha,  diz sempre o
mesmo e  há episódios que encaixam  muito bem uns nos  outros) &quot;diaráveis&quot;.  Ora
isso  dá-me  raiva e  resolvi-me  a  mantê-lo no  reino  das  sombras. Como  não
importante?&quot;</p>
</blockquote>



]]></description>
<author>Tiago Charters de Azevedo</author>
<pubDate>Mon, 14 Jan 2008 00:00:00 WET</pubDate>
<guid>http://www.diale.org/w3log/08.jan.html#Pachecal</guid>

</item>

<item>
<title>Física para o povo</title>
<link>http://www.diale.org/w3log/08.jan.html#Física%20para%20o%20povo</link>
<description><![CDATA[

<p class="first">Nos <a href="http://dererummundi.blogspot.com/2008/01/100-livros-de-cultura-cientfica.html">100  livros de cultura científica</a> surge  a referência ao livro  de Rómulo de
Carvalho A&quot; Física no Dia-a-Dia&quot; mas não pelo seu título original &quot;Física para o
povo&quot; de 1968 (ed. Atlântida).  Uma limpeza politicamente correcta, não?  Se não
veja-se:</p>

<p class="image"><img src="./img/fpp.rc.jpg" alt=""></p>

<p>Mas é mesmo para o povo!</p>

<p class="image"><img src="./img/pre.fpp.rc.jpg" alt=""></p>



]]></description>
<author>Tiago Charters de Azevedo</author>
<pubDate>Sat, 12 Jan 2008 00:00:00 WET</pubDate>
<guid>http://www.diale.org/w3log/08.jan.html#Física%20para%20o%20povo</guid>

</item>

<item>
<title>Voto &quot;raiz quadrada&quot;</title>
<link>http://www.diale.org/w3log/08.jan.html#Voto%20%22raiz%20quadrada%22</link>
<description><![CDATA[

<p class="first">      Durante     o      meu     passeio      habitual      pelo     <a
href="http://www.arxiv.org">arXiv.org  </a>dei  na secção  de  matemática com  o
seguinte  trabalho: <a href="http://arxiv.org/abs/0712.2699">Square  root voting
in  the Council of  the European  Union: Rounding  effects and  the Jagiellonian
Compromise</a>. Recordo-me de se ter falado  disto a propósito do método de voto
proposto  pelo governo  polaco.  Uma  procura  mais sistemática  revela ainda  o
trabalho: <a href="http://arxiv.org/abs/cond-mat/0405396">Voting in the European
Union: The  square root system of  Penrose and a critical  point</a>.  <p> Claro
que   estes    trabalhos   requerem   uma   leitura    mais   aprofundada.    <a
href="http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&amp;q=vote+polish+ue+square+root&amp;btnG=Pesquisa+do+Google&amp;meta=">Uma
pesquisa   no   Google   dá    mais   alguma   coisa</a>,   apanha-se   até   <a
href="http://clix.expresso.pt/gen.pl?p=stories&amp;op=view&amp;fokey=ex.stories/69926">o
artigo do expresso</a> onde se lê: <blockquote> ... proposta da "raiz quadrada",
também conhecida por  regra de Penrose e que  assenta na ideia de que  o peso de
cada   país   deve   ser    proporcional   à   raiz   quadrada   da   respectiva
população...</blockquote> Para  se perceber  em que consiste  o sistema  de voto
pela raiz quadrada é necessário ver-se  umas coisas antes.  Note-se que o artigo
de  Penrose  intitula-se  "The  elementary  statistics of  majority  voting",  a
referência  completa   pode  ser  vista   no  primeiro  trabalho  que   cito  no
início. Elementar,  não?  <p> O primeiro  passo é analisar  a qualidade/poder de
cada voto dentro de cada país. Penrose define este poder como a probabilidade de
um voto  individual mudar o resultado  da votação assumindo que  todos os outros
votos são aleatórios  (ora aqui está um bom ponto para  se pegar para argumentar
contra o voto "raiz quadrada"). O  resultado que é usado nas notícias que saíram
a este respeito  é aquele que se obtém  depois de se admitir que a  votação é ou
"sim" ou  "não" que o número  de votantes, N, é  muito maior do que  1, e depois
usar a aproximação  de Stirling; que nos  dá a probabilidade de um  voto mudar o
resultado   final    da   votação   final,    P=1/sqrt(N).    Esta   é    a   <a
href="http://en.wikipedia.org/wiki/Square_root_principle">"lei  raiz quadrada de
Penrose"</a>.  <p> Compare-se com o que foi dito na altura!  </p>

]]></description>
<author>Tiago Charters de Azevedo</author>
<pubDate>Fri, 11 Jan 2008 00:00:00 WET</pubDate>
<guid>http://www.diale.org/w3log/08.jan.html#Voto%20%22raiz%20quadrada%22</guid>

</item>

<item>
<title>A flor de todos os enganos (nicotina)</title>
<link>http://www.diale.org/w3log/08.jan.html#A%20flor%20de%20todos%20os%20enganos%20</link>
<description><![CDATA[
<img src="../images/nicotina.png" alt="">

]]></description>
<author>Tiago Charters de Azevedo</author>
<pubDate>Wed, 09 Jan 2008 00:00:00 WET</pubDate>
<guid>http://www.diale.org/w3log/08.jan.html#A%20flor%20de%20todos%20os%20enganos%20</guid>

</item>

<item>
<title>A terceira sonata para piano de Pierre Boulez</title>
<link>http://www.diale.org/w3log/08.jan.html#A%20terceira%20sonata%20para%20piano%20de%20Pierre%20Boulez</link>
<description><![CDATA[

<p class="first">A terceira sonata para piano de  Pierre Boulez (1957-58) surge da literatura, em
particular  do  livro-projecto  de  Mallarmé,  e representa  uma  das  primeiras
formulações de  uma obra aberta.  O  plano da terceira sonata  consiste em cinco
movimentos  que   Boulez,  usando   uma  terminologia  acústica,   designou  por
formandos. Estes cinco formandos são:</p>

<p>A - Antophonie B - Trope C  - Constellation / Constellation-miroir D - Strophe E
- Séquence</p>

<p>Apenas  os formandos  B e  C estão  publicados e  gravados.  A  terceira sonata,
embora  inacabada, tem  as suas  regras fundamentais  de construção:  é possível
trocar A com B e por outro lado trocar  D e E, C fica sempre ao meio. O primeiro
par (A,B)  pode ser trocado com  o segundo (D,E),  o que justifica C  como sendo
constelação espelho.</p>

<p>Boulez evoca três imagens ou ideias que dirigem a obra:</p>

<ol>
<li>A ideia  de obra aberta, que cabe ao executante  resumir/acabar, a de work
in progress e a ideia de infinitude e permutatividade;</li>
<li>A ideia de labirinto;</li>
<li>E, por último, a ideia de um universo em expansão.</li>
</ol>

<p>As equações de  Einstein em Relatividade Geral (RG) são  escritas fazendo uso de
um tensor denominado tensor de Ricci que  por seu lado se obtém por contração do
tensor de Riemann com a métrica.  Se não veja-se:</p>

<!-- $ R_{abcd} = - R_{bacd} $--><img src="./latex/latex2png-08.jan__-1597249657.png" alt="latex2png equation" class="latex-inline">

<p>e</p>

<!-- $ R_{abcd} = R_{cdab} = R_{dcba} $--><img src="./latex/latex2png-08.jan__-1365977849.png" alt="latex2png equation" class="latex-inline">.

<p>O que é relevante é que o tensor  de Riemann, que é designado por <!-- $R_{a b c
d}$--><img src="./latex/latex2png-08.jan__-1778656239.png" alt="latex2png equation" class="latex-inline"> onde a, b, c, d = 1,  2, 3, 4, tem exactamente as simetrias que Boulez
impôs  à sua  terceira sonata  para piano  e  cuja ideia,  a de  um universo  em
expansão, tem nas  equações de Einstein uma das soluções  mais relevantes para a
compreensão da evolução do universo.</p>



]]></description>
<author>Tiago Charters de Azevedo</author>
<pubDate>Tue, 08 Jan 2008 00:00:00 WET</pubDate>
<guid>http://www.diale.org/w3log/08.jan.html#A%20terceira%20sonata%20para%20piano%20de%20Pierre%20Boulez</guid>

</item>

<item>
<title>Note-se</title>
<link>http://www.diale.org/w3log/08.jan.html#Note%2Dse</link>
<description><![CDATA[
<img src="./img/fumadorescachimbo.jpg" alt="">

<p>Bom ano.</p>

]]></description>
<author>Tiago Charters de Azevedo</author>
<pubDate>Tue, 01 Jan 2008 00:00:00 WET</pubDate>
<guid>http://www.diale.org/w3log/08.jan.html#Note%2Dse</guid>

</item>

  </channel>
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